Wall-e, o filme - primeiras impressões |
| Cultura - Cinema |
| Escrito por Américo Ogro |
| Qua, 02 de Julho de 2008 11:05 | |||
|
Ontem voltando de uma seção gratuita para a imprensa em Hollywood, mais precisamente no elevador da megaempresa de desenhos animados para retardados e adultos que não cresceram, fundada pelo maníaco sexual (alguém que possui uma empresa que fez animações como "Pouca-Roupa-Hontas" e "A Pequena Ninfeta Sereia" só pode ser maníaco sexual) Válter DizSidney, pude perceber que seus desenhos são compostos de altos e baixos.
Esta é minha resposta que ele não merecia ouvir: A Pichar Animacion Estudios del Paraguay é hoje o estudio que mais odeia o que faz. Desde que Válter DizSidney bateu a caçuleta, eles têm feito uns filmequinhos bem emo mesmo. Aliás, emo em todos os sentidos. Se antes tínhamos heroínas que trajam modelitos simpaticíssimos (vide as referências de outros filmes que escrevi acima) e cenas agradabilíssimas escondidas como "easter eggs", hoje em dia temos carrinhos que falam ("eu lhe disse, eu lhe disse" outra cópia deslavada de desenhos oitentistas, lembra?) e robozinhos que emitem "uóli" como se estivessem realmente procurando o dito cujo do tal do Wally em um caderno de passatempos. Sacanagem isso pô! Cadê as heroínas seminuas bem desenhadas? O robozinho emo é uma cópia descarada de metade dos robozinhos que já estamos cansados de ver desde R2D2 até o alienzinho (esse é emo também) do famososo filme "(m)ETer, volta para a casa", et esse que por sinal sempre achei ser um "miguxo" pedófilo, mostrando seu único dedo brilhante para crianças indefesas em um periodo pré-emo. Outra coisa muito chata é que não tem nenhum ser humano na Terra. Apenas baratas, as quais o robozinho estranhamente trata como amigas. Pô! Vocês podem até dizer que é perseguição minha, mas isso é bem coisa de emo mesmo. Mas também a Terra, no filme, é retratada como um lixão a cêu aberto, pior do que aquele que tem lá em São Paulo chamado de rio Tietê ou aquele lá em Caxias. Cubatão de 80 perde. Chernobyl é brincadeira perto da Terra retratada no filmeco. O planeta vira quase Mordor, só que até os orcs foram embora (imagino que o cheiro do ar do planeta tenha ficado similar ao flato do meu nobre colega jornalista). Se os orcs não fugiram, morreram sufocados como eu quase morri no elevador. Apenas as baratas conseguem sobreviver aqui. Realmente esse tom de "Uma Verdade Incoveniente" incomoda em um filme pseudo-infantil. Mas não pense que a "Mensagem Verde" é a única coisa que não gostei no filme. O robozinho representa (e muito mal por sinal), sem conseguir extrair nenhum sentimento de sua atuação, ou seja, bastante mecânico mesmo (nem parece ser um ator de Hollywood), um gari cibernético que veste amarelo. Todos sabemos que garis não vestem amarelo. Dependendo da cidade pode ser laranja ou branco. Até o pessoal da limpeza privada geralmente usa cinza ou azul escuro, mas nunca amarelo. O par romântico do "robô gari de péssima dicção e ainda por cima emo" é uma robozinha branca sem braços, sem rosto, sem pernas, sem coxas ou seja sem nadégas de interessante para apresentar e que também não fala (já deu para perceber que diálogo não é o forte desse casal e que esse filme é quase um filme mudo). Devo salientar que tais características na personagem evidenciam o design "faliforme" (também conhecido como "similar a um pau") da personagem. Acredito que esse será o único personagem que Margareth View, nossa principal critica de cinema e boneca inflavel, irá gostar. Enfim, um filme quase mudo sem heroínas gostosas bem desenhadas e sem nenhum apelo. Válter DizSidney já foi muito melhor nisso. Eu quase pedi meu dinheiro de volta, tão nauseado estava pelo flato de meu colega, mas lembrei a tempo que a sessão era gratuita. Américo Ogro é jornalista, cinéfilo e onanista.
|
Ao meu lado um jornalista obeso de um famoso site tambem ovóide da interWeb danava a tecer elogios ao desenho mequetrefe do robozinho amarelo que tem problemas de dicção (durante o filme inteiro ele só consegue pronunciar variações do próprio nome, cópia descarada do famoso personagem totalmente original do site Mundo Carnaval, o PiscaKú elétrico. É amarelo e só sabe pronunciar o próprio nome) dizendo como o filme era isso, era aquilo a fotografia e etc... Na boa: só se o filme que ele viu na mesma sala de cinema e na mesma hora é diferente do que eu vi, mas felizmente preferi calar-me e literalmente fingi não ouvir enquanto o outro jornalista flatulava (muito fedido por sinal) e tecia as maravilhas sobre o filme.




Comentários
Assine o RSS dos comentários