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Literatura Pocket (versões resumidas dos clássicos)

Cultura - Cultura inútil
Escrito por Lav Odnanref   
(5 votos, média de 4.20 em 5)
Dom, 19 de Julho de 2009 09:31

Imbuído do objetivo de tornar seus leitorers mais cultos, o Stupid News, realizou mais um trabalho de utilidade pública e trás para você a "Literatura Pocket" (versões hiper-resumidas dos clássicos que ninguém consegue ler de tão chatos que são).

É de conhecimento de todos que leitura é cultura e tempo é dinheiro. Como ler demanda tempo, logo ler faz com que se perca dinheiro.

Então, para que nossos leitores possam se tornar mais cultos e não percam seu tempo e, consequentemente, seu dinheiro, contratamos a dra. Jandira Bach Lela, bacharel em literatura para realizar a árdua tarefa de resumir ao máximo clássicos da literatura (aqueles livros quilométricos, chatos e que dão sono enquanto você o lê).

Aproveite essa oportunidade e torne-se você também uma pessoa mais culta.

Em Busca do Tempo Perdido - Marcel Proust (Paris, Gallimard, 1922)

Versão pocket: Um rapaz asmático sofre de insônia porque a mãe não lhe dá um beijinho de boa-noite. No dia seguinte (pág. 486. vol. I), come um bolo e escreve um livro. Nessa noite (pág. 1344. vol. VI) tem um ataque de asma porque a namorada (ou namorado?) se recusa a dar-lhe uns beijinhos. Tudo termina num baile (vol. VII) onde estão todos muito velhinhos - e pronto.

Guerra e Paz - Leon Tolstoi (1800 páginas)

Versão pocket: Um rapaz não quer ir à guerra e por isso Napoleão invade Moscou. A mocinha casa-se com outro. Fim.

Os Lusíadas - Luís de Camôes

Versão pocket: Um poeta com insônia decide encher o saco do rei e contar-lhe uma história de marinheiros que, depois de alguns problemas (logo resolvidos por uma deusa super-gente-fina), ganham a maior boa vida numa ilha cheia de mulheres gostosas.

Madame Bovary - Gustave Flaubert (378 páginas)

Versão pocket: Uma dona de casa mete o chifre no marido e transa com o padeiro, o leiteiro, o carteiro, o homem do boteco, o dono da mercearia, e um vizinho cheio da grana. Depois entra em depressão, envenena-se e morre.

Hamlet - William Shakespeare (Londres, Oxford Press)

Versão pocket: Um príncipe com insônia passeia pelas muralhas do castelo, quando o fantasma do pai lhe diz que foi morto pelo tio que dorme com a mãe, cujo homem de confiança é o pai da namorada que entretanto se suicida ao saber que o príncipe matou o seu pai para se vingar do tio que tinha matado o pai do seu namorado e dormia com a mãe. O príncipe mata o tio que dorme com a mãe, depois de falar com uma caveira e morre, assassinado pelo irmão da namorada, a mesma que era doida e que se tinha suicidado.

Romeu e Julieta - William Shakespeare (Londres, Oxford Press)

Versão pocket: Dois adolescentes doidinhos se apaixonam, mas as famílias proíbem o namoro. As duas turmas saem na porrada. Uma briga danada. Muita gente se machuca. Depois um padre tem uma idéia idiota e os dois morrem depois de beber veneno, achando que esse é o único jeito de ficarem juntos.

Rei Édipo (tragédia grega) - Sófocles

Versão pocket: Maluco tira uma onda, não ouve o que um ceguinho lhe diz e acaba matando o pai, transando com a mãe e furando os olhos. Por conta disso, séculos depois, surge a psicanálise que, enquanto mostra que você vai pelo mesmo caminho, lhe arranca os olhos da cara em cada consulta.

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