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Pentágono quis desenvolver "bomba gay" para resolver problemas bélicos

Editorial - Mundo
Escrito por Lav Odnanref   
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Sex, 15 de Junho de 2007 10:36

Nos anos 90 o Pentágono tentou desenvolver uma "bomba gay", que transforma os soldados inimigos em homossexuais, para que assim eles preferissem "se relacionar" a combater.

Em 1994 o laboratório Wright, do Exército do Ar em Dayton (Ohio, norte), solicitou ao departamento de Defesa americano 7,5 milhões de dólares para desenvolver esta bomba constituída de um produto químico de efeito poderoso e afrodisíaco, que levaria os combatentes a adotar um "comportamento homossexual" e que minaria "o espírito e a disciplina das unidades inimigas".

O documento com esta solicitação foi descoberto em dezembro de 2004 por John Hardfinger. Como hardfinger não conseguiu verder o documento para o Stupid News, ele acabou entregando-o ao Sunshine Project, uma associação com sede no Texas e na Alemanha que luta contra as armas biológicas. Há vários dias cópias desse documento circulam bem blogs e meios de comunicação americanos.

O Pentágono confirmou a existência dessa proposta, mas minimizou seu alcance. Em entrevista à AFP o tenente-coronel Brian Maka, um porta-voz militar, afirmou: "O departamento de Defesa jamais incentivou tal conceito. E nenhum financiamento foi aprovado pelo Pentágono". Disse ainda que essa idéia fazia parte de uma série de propostas sobre armas não-fatais, entre as quais estava um produto químico que tornaria os inimigos sensíveis à luz do sol e outra que visava a criar abelhas superviolentas.

Edward Hammond, do Sunshine Project, no entanto, põe em dúvida as afirmações do Pentágono ao publicar a seguinte afirmação no site da associação: "A proposta não foi rejeitada de cara. Foi examinada mais tarde".

Ele diz ainda que a idéia foi inserida em 2000 num CD-ROM promocional sobre as armas não-fatais por um organismo do Pentágono, com sede em Quantico (Virgínia).

De acordo com Hammond, a idéia foi reiterada em um estudo submetido à Academia Nacional de Ciências, em 2001.

Esta história de 'bomba gay' virou prato cheio para piadas e comentários jocosos dos blogueiros. "Se tínhamos uma bomba gay, por que não as usamos nas montanhas do Afeganistão?", questiona o republicoft.com, que se identifica como um negro e homossexual que vive em Washington.

"Os imbecis que tiveram esta idéia deveriam levar uns sopapos e serem obrigados a ouvir discos de Judy Garland para o resto de suas vidas", escreve outro blogueiro, Ed Brayton, no Huffington Post.

Os especialistas em homossexualidade não acham tal proposta tão estranha. "Esta história mostra as idéias ultrapassadas do Pentágono sobre a sexualidade e sobre a relação entre a sexualidade e a noção de ser um bom soldado", estimou Aaron Belkin, professor da Universidade da Califórnia.

"Imaginar que borrifar um produto químico sobre alguém possa torná-lo homossexual é grotesco, e imaginar que este indivíduo transformado em gay se torne um mau soldado também é ridículo", afirmou à AFP.

A polêmica a respeito do tema é tanta que o secretário de Defesa, Robert Gates, decidiu se afastar de seu posto, em setembro, o chefe do Estado-Maior conjunto, o general Peter Pace, devido à controvérsia em Washington sobre as operações americanas no Iraque.

Em março, o general Pace classificou a homossexualidade de "imoral" em uma entrevista ao jornal Chicago Tribune, reavivando o debate sobre a lei que autoriza aos homossexuais a entrar no exército sob a condição de que não comentem sua orientação sexual.

Um projeto de lei democrata propõe reformar essa lei, batizada de "Não pergunte, não diga" ("Don't Ask, Don't Tell"), adotada em 1993 pelo presidente democrata Bill Clinton.

O Stupid News resolveu lenvantar até que ponto os estudos sobre a "bomba gay" chegaram. Descobrimos que tal artefato está em avançado estado de desenvolvimento e que já existem sprays capazes de comprovar os efeitos dos gases que seriam liberados pela bomba. Alguns protótipos desse spray foram utilizados em homens e mulheres heterossexuais durante a última passeata gay em São Paulo. O resultado foi que as vítimas desse grotesco estudo acabaram liberando a franga durante o evento que reuniu milhões de gays, lésbicas e simpatizantes.

Entrevistada durante a passeata gay em São Paulo, Fafa Furacão declarou que não foi vítima dos gases da "bomba gay". Disse que quando "tomou" sua decisão de ser homossexual, tal artefato ainda nem existia.


Links externos:
http://cienciaesaude.uol.com.br/ultnot/afp/2007/06/15/ult4430u420.jhtm

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