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Quando aperta a vontade

Escrito por Lav Odnanref   
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Qua, 19 de Outubro de 2011 09:06

Lav OdnanrefEssa é uma história que demonstra que o amor não é capaz de superar qualquer barreira, pois há situações intransponíveis até para o seu poder.

Sinfronésio é um humilde tranalhador que sofre diariamente as dificuldades do transporte público  para se deslocar de sua casa à empresa onde trabalha e, consequentemente, seu retorno.

Num belo dia de inverno, Sinfronésio se alegra com o fim de mais um dia árduo de trabalho e preparasse para enfrentar a maratona diária do retorno ao lar. Tarefa árdua que ele faz com felicidade, pois após mais um dia cansativo poderá encontrar sua amada e dedicada esposa e se deliciar com o saboroso jantar preparado por ela.

Nosso herói então deixou o estabelecimento da empresa e ganhou a rua. Pôs-se a caminhar até a estação do trem.

Quinze minutos depois, o cidadão Sinfronésio, trabalhador honesto, está embarcando num trem lotado, em pé e apertado, a caminho de seu lar.

É nessa hora que a sorte de Sinfronésio muda. Ele sente suas tripas revirarem dentro de sua barriga. Típico sinal que ele deveria estar bem próximo a um banheiro.

Sinfronésio se aperta, inspira fundo, tranca o traseiro e torce pra dar tempo de chegar em casa.

Suas entranhas se acalmam, mas sua barriga está dura como pedra. "Serão gazes?" ele se pergunta. Mesmo assim ele precisa se segurar. Imagina se ele vai deixar "gazes poluentes" arderem nas narinas dos outros passageiros do trem lotado.

O sofredor Sinfronésio consegue se segurar, mas a cada reviravolta de seus intestinos ele arrepia e precisa prender a respiração.

A pesar do calor abafado dentro do trem entupido de gente suada, Sinfronésio sente calafrios.

Sua pele morena está pálida. O suor lhe escorre frio nas têmporas.

Sinfronésio sente o desejo incontrolável de deixar os gazes infernais escaparem. Mas e se eles vierem acompanhados de algo pastoso, ou até mesmo sólido? Será que ele deve se arriscar a encher os fundos da cueca? E se a libertação dos gazes oprimidos vier sinalizada com a corneta característica de sua saída? Ele não quer se arriscar e se segura como pode.

Apenas metade da viagem se passou e Sinfronésio já se sente fraco. Uma senhora que está sentada percebe sua palidez. "Tá passando mal, meu filho?" Indaga a anciã. Sinfronésio sorri um sorriso de quem está sofrendo. A boa idosa cede seu lugar para Sinfronésio, mas ele agradece, quase sem voz, e recusa o lugar. Tem medo que ao sentar perca o controle e suje as calças.

Finalmente o trem chega em sua estação de destino e Sinfronésio tem a dificílima tarefa de andar até sua casa sem sujar as calças.

Caminhando com pressa e ao mesmo tempo com cautela para não borrar as calças, Sinfronésio sente seus intestinos revoltos e a vontade apertar. Cada metro que ele se aproximava de sua casa, tornava mais difícil a tarefa de não se sujar todo.

Os metros finais foram os mais complicados. Sinfronésio sentia que faltava pouco, muito pouco, para encher os fundos de sua cueca.

Nosso herói entrou em sua casa e se dirigiu diretamente ao banheiro. Passou correndo pela sala sem sequer cumprimentar Gertrudes, sua amada esposa.

Vendo o desespero do marido, Gertrudez levantou do sofá onde estava tranquilamente acomodada, assistindo a novela das oito, para seguir Sinfronésio.

Ele entrou no banheiro já abaixando as calças e mirando o traseiro no vaso sanitário. Mas o esforço final não foi sufuciente para impedir que as fezes começassem a sair antes do tempo. Cueca, calça, pernas, meia, sapato e até o assento do vaso sanitário foram carimbados com a mais fedida bosta que o mundo já cheirou.

Aquela coisa horrenda, meio pastosa, meio aquosa, saía em jatos de dentro do pobre homem, arrancando-lhe gemidos.

"Que isso, Sinfrinho?", perguntou Gertrudes, em pé junto à porta do banheiro.

Sinfronésio mal teve forças pra grunhir. O pobre homem estava pálido, esvaindo-se em fezes. Sons aterrorizantes saíam de dentro da privada.

"Pelo amor de Deus, homem", exclamou sua esposa. "Que cheiro horrível!"

Lágrimas rolavam pela face de Sinfronésio.

"Quer que chame um médico?", perguntou Gertrudez, solícita.

Ele fez que não com movimentos de cabeça.

Gertrudez encostou a porta do banheiro e, do lado de fora gritou: "quando terminar, limpa a cagada que você fez. Eu não vou limpar essa sujeira e nem lavar essa roupa cagada".

O amor de Gertrudez não foi capaz de superar o mal cheiro da diarréia de Sinfronésio.

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