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Piadagem - Brasileiros

O gaucho, o mineirinho, o paulista, o carioca, o nordestino e todos os outros brasileiros estão muito bem representados nos contos de Renato Wolfenstein.



O mineirinho e a loira
(4 votos, média de 2.75 em 5)
Piadagem - Brasileiros
Escrito por Renato Wolfenstein   
Qui, 04 de Novembro de 2010 08:35

O Mineirim saiu lá de São Francisco e veio para capital vender umas cabeças de gado.

Chegando aqui, foi direto para um barzinho da moda. Sentou numa mesa discreta no fundo e passou a observar calmamente as meninas que chegavam.

Eis que, de repente, uma loira maravilhosa senta a cinco mesas de distância. Sem titubear escreveu um bilhete num pedaço de papel, pediu uma garrafa do vinho mais caro da casa e pediu para o garçom entregar para a loira junto com o bilhete.

A loira recebeu o bilhete com os seguintes dizeres:

"Moça,
Sou um homi bão, trabaiadô e queria levar ocê pra passeá comigo.
Te darei muito presentes.
Sô da roça, mas tenho bom gosto.
Aceite esta garrafa de vinho. É du bão.
"

A loira olhou para o Mineirim, e respondeu o bilhete:

"Para sair com uma pessoa como você, só se você tivesse uma Ranger na garagem, 500 cabeças de gado e pelo menos 25 cm dentro desta calça."

O Mineirim recebeu o bilhete e respondeu, chateado:

"Moça,
Posso vendê minha Mitsubish L200 e minha Hylux e ficá só com a Ranger.
Posso também doá 14.500 boi dos 15.000 que eu tenho e só ficá cum 500.
Mesmo tendo gostado muito de ocê, devolve minha garrafa de vinho.
Cortá 5 cm du meu bilau, nem fudeno!!!
"

 
Cearense na farmácia
(1 voto, média de 5.00 em 5)
Piadagem - Brasileiros
Escrito por Renato Wolfenstein   
Seg, 13 de Setembro de 2010 15:50

Morrendo de dor de cabeça, o cearense vai à farmácia.

— O que é que o senhor tem de bom pra dor de cabeça?

— Nós temos analgésicos.

O cearense, muito invocado, diz ao farmacêutico:

— Se avexe, homi! Eu sou é cabra-macho, não tomo um remédio desse. Pra mim só serve se for oralgésico!

 
Confessionário Gaúcho
(2 votos, média de 3.00 em 5)
Piadagem - Brasileiros
Escrito por Renato Wolfenstein   
Ter, 02 de Junho de 2009 14:06

A mocinha vai à Igreja se confessar:

— Padre, eu transei com meu namorado.
— Tudo bem, isso não é mais pecado.
— Eu sei, seu padre, mas eu também dei a bundinha.
— Bom... aí coisa muda de figura. Eu vou até a sacristia verificar qual é a penitencia e já volto.

Passaram alguns minutos e nada do padre voltar. A garota começou a ficar preocupada com a penitencia e saiu do confessionário. Nesse meio tempo,entra um gaúcho macho, de Pelotas, para se confessar.

O padre volta e não percebendo que a garota havia saído diz:

— Deixe-me ver aqui na lista... A pena para quem dá a bundinha é 100 Pai-Nossos e 50 Ave-Marias.

E o gaúcho responde:

— A pena até que é justa... Mas bah, tchê! Além de padre, tu também és vidente?

 
Caipiras em São Paulo
(2 votos, média de 3.00 em 5)
Piadagem - Brasileiros
Escrito por Renato Wolfenstein   
Dom, 25 de Janeiro de 2009 14:07

Uma família de caipiras está de férias em São Paulo. Um dia, o pai leva o filho a um luxuoso e enorme edifício. Eles estão impressionados com tudo o que vêem, especialmente com o elevador num canto do corredor. O filho pergunta:

— O que é aquilo, pai?
— Filhão, eu nunca vi coisa parecida na minha vida, não sei o que é!

Enquanto pai e filho observam estupefatos, uma velhinha enrugada, sentada numa cadeira de rodas, chega perto das duas pequenas paredes que se movem e aperta o botão. As paredes abrem e ela se arrasta para dentro do pequeno quarto. As paredes se fecham, e o pai e o filho vêem o pequeno semi-circulo de luzes acima das paredes se acender. Eles continuaram assistindo impressionados a contagem de números, e as luzes que se acendiam e apagavam agora em contagem inversa. As paredes se abrem novamente, e uma jovem gostosa e elegante, de uns 18 anos de idade, sai andando. O pai vira para o filho e diz:

— Vá correndo buscar sua mãe, essa máquina faz milagres!

 
Criação de gado
(1 voto, média de 3.00 em 5)
Piadagem - Brasileiros
Escrito por Renato Wolfenstein   
Dom, 25 de Janeiro de 2009 13:59

Certo dia um empresário viajava pelo interior e ao ver um peão tocando umas vacas parou para lhe fazer algumas perguntas.

— Estou pensando em entrar para o ramo da pecuária será que você poderia me passar umas informações?
— Craro, uai!
— As vacas dão muito leite?
— Quar qui u senhor qué saber? As máiada ou as marrom?
— Pode ser as malhadas.
— Dá uns 12 litro por dia.
— E as marrons?
— Também, uns 12 litro por dia!

O empresário pensou um pouco e logo tornou a perguntar:

— Elas comem o que?
— Quar? As máiada ou as marrom?
— Sei lá, pode ser as marrons!
— As marrom come pasto i sar.
— Hum! E as malhadas?
— Também come pasto i sar.

O empresário sem conseguir esconder a sua irritação, disparou:

— Escuta aqui, meu amigo! Por que toda vez que eu te pergunto alguma coisa sobre as vacas você me diz se quero saber das malhadas ou das marrons sendo que é tudo a mesma resposta?

E o matuto responde:

— É que as máiada são minha!
— E as marrons?
— Também são minha, uai!

 
Vamos tomar um vinho?
Piadagem - Brasileiros
Escrito por Renato Wolfenstein   
Qua, 21 de Janeiro de 2009 14:30

— Hummm....
— Hummm...
— Eca!
— Eca? Quem falou Eca?
— Fui eu, sô! O senhor num acha que esse vinho tá com um gostim estranho?
— Que é isso?! Ele lembra frutas secas adamascadas, com leve toque de trufas brancas, revelando um retrogosto persistente, mas sutil, que enevoa as papilas de lembranças tropicais atávicas...
— Putaqueopariu! E o senhor cheirou isso tudo aí no copo, sô?
— Claro! Sou um enólogo laureado. E o senhor?
— Cebesta, eu não! Sou isso não senhor!!! Mas que isso aqui tá me cheirando iguarzinho à minha egüinha Gertrudes depois da chuva, lá isso tá!
— Ai, que heresia! Valei-me São Mouton Rothschild!
— O senhor me desculpe, mas eu vi o senhor sacudindo o copo e enfiando o narigão lá dentro. O senhor tá gripado, é?
— Não, meu amigo, são técnicas internacionais de degustação, entende? Caso queira, posso ser seu mestre na arte enológica. O senhor aprenderá como segurar a garrafa, sacar a rolha, escolher a taça, deitar o vinho e, então,...
— E antão molhar o biscoito, né? Tô fora, seu frutinha adamascada!!!
— O querido não entendeu. O que eu quero é introduzi-lo no...
— Mas num vai introduzir mas é nunca! Desafasta, coisa ruim!
— Calma! O senhor precisa conhecer nosso grupo de degustação. Hoje, por exemplo, vamos apreciar uns franceses jovens...
— Hã-hã... eu sabia que tinha francês nessa história lazarenta...
— O senhor poderia começar com um Beaujolais!
— Num beijo lé, nem beijo lá! Eu só é homem, safardana!
— Então, que tal um mais encorpado?
— Óia lá, ocê tá brincando com fogo...
— Ou, então, um suave fresco!
— Seu moço, tome tento, que a minha mão já tá coçando de vontade de lhe meter-lhe a mão na sua cara desavergonhada!!!
— Já sei: iniciemos com um brut, curto e duro. O senhor vai gostar!
— Num vô não, fio de um cão! Mas num vô, mermo!!! Num é questão de tamanho e firmeza, não, seu fióte de brabuleta. Meu negócio é outro, qui inté rima com brabuleta...
— Então, vejamos, que tal um aveludado e escorregadio?
— E que tal a mão no pédouvido, hein, seu fióte de Belzebu?
— Pra que esse nervosismo todo? Já sei, o senhor prefere um duro e macio, acertei?
— Eu vou acertar é um tapão nas suas venta, cão sarnento!!! Engolidor de rolha!!!
— Mole e redondo, com bouquet forte?
— Agora, ocê pulou o corguinho!!! E é um... e é dois... e é trêis!!! Num corre, não, fiodaputa! Vorta aqui que eu te arrebento, seu bicha fedorento!!!...

 
Jogando cartas
Piadagem - Brasileiros
Escrito por Renato Wolfenstein   
Dom, 19 de Outubro de 2008 15:01

Dois casais, um de cariocas e outro de paulistas, estavam jogando cartas e uma carta caiu embaixo da mesa. O carioca se abaixou para pegar a carta e deu uma olhadela na mulher do paulista por baixo da mesa. Ela estava sem calcinha e com a 'perseguida' à mostra. Alguns segundos depois o carioca, suando levantou para tomar água e a mulher do paulista, disfarçando, foi atrás dele.

Chegando na cozinha ela perguntou:

— E aí? O que achou? — perguntou a mulher.
— Maravilhosa! — respondeu o carioca.
— Qualquer 1000 reais e a gente conversa —  disparou a paulista safada.
— Tudo bem é só dizer quando!
— Amanhã a tarde ele não vai estar em casa você pode ir lá.
— Combinado!

No outro dia a tarde o carioca chegou na hora marcada pagou os 1000 reais e mandou ver na mulher do paulista.

No fim da tarde o paulista chegou do trabalho e perguntou à mulher:

— O carioca esteve aqui de tarde?
— Sim — respondeu a mulher assustada.
— Deixou 1000 reais?
— Sim — respondeu a mulher completamente apavorada.
— Ufa! Que alívio! Aquele carioca filho da puta esteve no meu escritório pela manhã, me pediu 1000 reais emprestado e disse que passava aqui hoje à tarde sem falta para me pagar.

 
Dois cumpadi proseando
Piadagem - Brasileiros
Escrito por Renato Wolfenstein   
Dom, 07 de Setembro de 2008 13:59

Os dois cumpades pitavam um cigarrim de paia e proseavam.
Um deles pregunta:

— Ô cumpadi! Cumé que chama mermo aquela coisa que as muié tem (faz um sinal cas duas mão), quentim, cabeludim, que a gente gosta dimais da conta, vremêia e que come terra?

— Uái sô! — O cumpade óia para o sinal das duas mãos do otro cumpade e excrama! — Quentim... Vermêia... A gente gosta... cumpade? Uái sô! Só pode ser xoxota. Mas eu num sabia que comia terra, sô!

O outro, dá uma pitada no cigarrim de paia e diz.:

— Pois come, cumpadi. Só di mim, cumeu três fazenda.

 


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