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Sex, 17 de Outubro de 2008 14:53 |
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Luiz Fuinha parou o caminhão na frente da loja do turco Mamede e disse a ele:
— Seu Mamede, tem aqui um caminhão de arroz sem nota, o preço é metade, o sinhô aceita? — Glaro que Mamede azeita — e vira-se para o filho — Calebinho, vai no esguina e ze abarezê o visgal vem gorreno bra vizá babai.
Começam a descarga e, no meio, aparece Calebinho correndo apavorado:
— Babai! Babai! Visgal vem vindo! — Bára dudo e volda garregá — grita Mamede.
Chega o fiscal:
— Venda grande não é seu Mamede? — Ôh, ôh! Melhó venda de ano gue Mamede feiz... — E isso aí tem nota? — Ainda num tem nota borguê Mamede está esberando garregar bra ver quanto mergadoria quê gabe na caminhon... Daí Mamede tirá nota. — Não pode! A nota fiscal tem de ser emitida antes de carregar. É a política do governo atual. — Ah! Inton bára tudo, gue Mamede non qué broblema com Rezeita! Volta desgarregá tudo caminhon e guardá lá dentro do loja!
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